O filme Avatar: O Caminho da Água (Avatar: The Way of Water, 2022) tem arrastado multidões aos cinemas. Dirigido por James Cameron, o longa-metragem é uma sequência de Avatar (2009), igualmente um grande sucesso do mesmo cineasta. E um dos motivos desse sucesso são as imagens ultrarrealistas da produção.
Tais imagens foram geradas pela utilização de técnicas inovadoras exigidas por Cameron para produção do longa. Nesse contexto, uma das tecnologias utilizadas é a captura de movimento com IA (Inteligência Artificial), método que analisa os movimentos corporais de uma pessoa.
No caso de Avatar, isso foi usado para dar vida aos personagens, mas pesquisadores afirmam que a tecnologia também pode ser utilizada para rastrear o aparecimento de doenças que afetam os movimentos, ajudando até mesmo no diagnóstico de condições raras.
De acordo com um relatório divulgado pela BBC, um time de pesquisadores do Imperial College London, liderado pelo professor Aldo Faisal, desenvolve a tecnologia há 10 anos. O sistema tem sido testado em pacientes que sofrem de ataxia de Friedreich (FA) e Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).

Em ‘Avatar’, tecnologia de captura de movimentos com IA dá vida a personagens (Divulgação/Reprodução)
Alguns resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e, segundo os pesquisadores, a captura de movimento por IA é capaz de captar movimentos sutis que não podem ser vistos a olho nu, o que ajuda a diagnosticar certos distúrbios duas vezes mais rápido que o tempo despendido pelos métodos usados atualmente.
A expectativa é que a nova tecnologia ajude pessoas que sofrem de doenças genéticas debilitantes e que não têm tratamentos prontamente disponíveis, considerando que um diagnóstico precoce é crucial para o monitoramento e tratamento dessas doenças.
Os cientistas pretendem, em breve, começar a testar a captura de movimento com IA para detectar outras doenças, incluindo Parkinson, Alzheimer e MS (esclerose múltipla).