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‘Top Gun: Maverick’ – obra atualizada com sucesso
Publicado
3 anos atrás|
por
Rodrigo Fornel
Top Gun: Maverick é a sequência – finalmente lançada, mais de 30 anos depois do original – para Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun, 1986), filme de ação com roteiro de Jim Cash e Jack Epps Jr, e dirigido por Tony Scott, de Dias de Trovão (Days of Thunder, 1990) e Um Tira da Pesada 2 (Beverly Hills Cop II, 1987).
Lançado em 2022, Top Gun: Maverick tem direção de Joseph Kosinski, de Tron: O Legado (Tron: Legacy, 2010) e Oblivion (Oblivion, 2013), e roteiro de Peter Craig, Justin Marks, Ashley Edward Miller e Zack Stentz.
Muita nostalgia, muitas cenas de tirar o fôlego com modernos aviões de caça, um script certeiro e sob medida fazem de Top Gun: Maverick um dos grandes filmes de 2022. Mas, antes de prosseguirmos, é bom avisar que este texto contém spoilers!

‘Top Gun: Maverick’ foi um marco na carreira de Tom Cruise (Divulgação/Reprodução)
O fan service começa na recriação da abertura do longa de 1986, com o mesmo tipo de letreiro para o título do filme e créditos da produção, alguns acordes de Top Gun Anthem e o som do giro baixo das turbinas com caças taxiando lentamente.
Em seguida, corta para a frenética sequência de decolagens e pousos de caças F/A-18E, F Super Hornet e F-35C Lightning II no convés do superporta-aviões Abraham Lincoln da Marinha dos Estados Unidos (US NAVY).
E, repetindo o primeiro filme, essa sequência de frenesi no convés é embalada, novamente, por Danger Zone, cantada por Kenny Loggins e composta por Giorgio Moroder e Tom Whitlock.
Reencontrando Pete Mitchell
Após essa abertura de fazer o espectador grudar na poltrona do cinema, o filme nos mostra o Capitão Pete Mitchell, codinome “Maverick” (Tom Cruise), ainda vinculado à Marinha dos Estados Unidos, agora como piloto de testes de aeronaves experimentais.
Ao longo da trama nos é contado que Maverick fez de tudo para continuar como piloto, recusando os trabalhos mais burocráticos em solo, que viriam com a ascensão na hierarquia da marinha.
Maverick continuou como piloto, participando, inclusive, das guerras do Iraque, Bósnia e com uma breve passagem como instrutor da escola de pilotos de caça Top Gun.
O velho – mas ainda em forma – Maverick ainda conserva antigos hábitos. O gosto por jaquetas de couro e jeans, pela velocidade (lembra da expressão “I feel the need… need for speed”?) e uma certa falta de respeito à hierarquia e ao cumprimento de regras.


Tom Cruise com seu P-51, um clássico da aviação (Divulgação/Reprodução)
Este ainda “indomável” piloto de caça é mostrado começando seu dia em um hangar, ajustando o motor de um P-51 (avião do próprio Tom Cruise) e em meio a fotos antigas, na porta do armário, com seu amigo “Goose” (Anthony Edwards).
Mav segue em sua Kawasaki para mais uma missão como piloto de testes. Embarca e pilota uma aeronave de visual futurista, o Dark Star, que alegadamente chegaria à velocidade de Mach 10, ou seja, dez vezes a velocidade do som.
Uma curiosidade: apesar do Dark Star ser uma aeronave fictícia, foi concebido com assessoria de engenheiros da Skunk Works da Lockheed, a mesma empresa que desenvolveu o SR-71 Blackbird, avião espião que voava a Mach 3,3 em meados dos anos 60. Legal, né?
O bom e velho Maverick
Contrariando ordens superiores de cancelar a missão, Maverick decola com o Dark Star. Não satisfeito em levar a fantástica máquina a Mach 10, ou seja, acima dos 12.000 km/h, acelera ainda mais, sussurrando “fale comigo, Goose” (mais uma referência ao primeiro filme).
Ao levar o avião experimental para além dos limites, uma falha catastrófica em um dos motores, com subsequente giro da aeronave, leva o veículo a se partir em pedaços devido às altas pressões exercidas sobre a fuselagem. Milagrosamente, Maverick consegue ejetar.
Escapando sem arranhões, seu retorno nos entrega uma das melhores piadas do filme. Vestindo traje pressurizado (quase alienígena), o piloto chega em um restaurante de beira de estrada, típico do interior dos EUA. Ao perguntar onde está, ouve de um garotinho com cara atônita: “Terra”.
Voltando para a base, o Coronel Chester “Hammer” Cain (Ed Harris) informa que o indisciplinado Maverick voltará como instrutor à escola Top Gun.
Aliás, TOPGUN é o apelido que os pilotos deram à United States Navy Fighter Weapons School – Escola de Armas de Caças de Combate da Marinha dos Estados Unidos.
De volta para a Top Gun
Na escola de pilotos de caça da marinha, Maverick recebe informações dos oficiais “Cyclone” (Jon Hamm) e “Warlock” (Charles Parnell). Uma nação hostil possui uma usina de enriquecimento de urânio, que poderá ser usado em armas nucleares, e que entrará em operação em poucas semanas.
A ameaça deve ser neutralizada e uma missão de ataque precisa ser colocada em ação. Além disso, tal nação possui uma considerável força aérea com modernos caças Su-57, velhos F-14 e antigos helicópteros Mi-24.
O alvo possui instalações no subsolo, é cercado por montanhas íngremes e protegido por baterias de mísseis SAM (surface to air missile). Maverick – ao ser indagado por seus superiores sobre a missão – logo afirma que a topografia impede um ataque direto com os modernos F-35.

A alternativa seria usar dois pares de F/A-18. Uma aeronave de dois lugares (biposto), o F/A-18F “ilumina” o alvo com um feixe de laser e um caça monoposto, F-18E, dispara duas bombas GBU-24 Paveway III que seguem o laser até o alvo.
Esse ataque duplo, realizado por quatro aeronaves, deve ser feito entrando e saindo da zona de combate em baixa altitude e alta velocidade, por um vale entre íngremes montanhas. Esse voo de baixa altitude evita que os radares inimigos dos SAM detectem os F/A-18.
No entanto, a saída da zona de ataque leva os caças, inevitavelmente, a uma altitude na qual podem ser interceptados pelos mísseis e pelos caças inimigos. Assim, a ação envolve ataque de precisão e combate aéreo, tudo na mesma missão.
Além disso, Maverick recebe a tarefa de treinar e selecionar seis pilotos/navegadores dentre doze pré-selecionados entre os melhores aviadores da marinha dos Estados Unidos.

Jennifer Connelly personifica a “filha do almirante” (Divulgação/Reprodução)
Então, o protagonista vai até um bar local e encontra um antigo amor, Penny Benjamin (Jennifer Connelly). Sim, a personificação da mulher citada duas vezes no filme original de Top Gun. Lembra da “filha do almirante”?
Entre uma mensagem e outra de celular com Tom “Iceman” Kazansky (Val Kilmer), agora alto comandante da marinha, e a descontraída conversa com Penny, Maverick observa os jovens pilotos formados na Top Gun.
Em meio a esse seleto grupo de aviadores encontramos “Phoenix” (Monica Barbaro), “Bob” (Lewis Pullman), “Hangman” (Glen Powell), “Payback” (Jay Ellis), “Fanboy” (Danny Ramirez), “Coyote” (Greg Tarzan Davis) e “Rooster” (Miles Teller).
Depois de ser “ejetado” do bar por tentar beber cerveja fiado – um mal-entendido com o limite do cartão de crédito –, Maverick ainda presencia Rooster e os demais aviadores cantando Great Balls of Fire, de Jerry Lee Lewis, tal como Mav fazia com seu amigo Goose.
O detalhe é que Bradley “Rooster” Bradshaw é filho de Goose, amigo de Maverick e seu antigo copiloto (mais precisamente seu RIO: Radar Intercept Officer, oficial de interceptação de radar).
No decorrer da história entendemos que há um conflito, não apenas pelo pai de Rooster ter morrido em um acidente no qual Maverick pilotava a aeronave, mas também por Maverick atrasar, de propósito, a carreira militar de Rooster.
Dias de treino, dias de glória
De volta à Top Gun, Maverick é apresentado à turma de pilotos e de cara joga o manual do F/A-18 na lata de lixo. Profere uma breve fala sobre a diferença que faz o piloto na cabine do caça e seus limites.

Tais limites serão forçados ao extremo em combates simulados em caças reais, no estilo dogfight. Aqui começa uma sequência de repetidas escaramuças, com Maverick pilotando um F/A-18E com pintura personalizada.
O cinza de baixa visibilidade, normal na maioria dos caças da marinha, é coberto no dorso e na cauda por azul e preto, com insígnias de três Migs abatidos por Maverick no combate visto no final do primeiro filme.

Maverick mostrando como se cria espírito de equipe (Divulgação/Reprodução)
As cenas de combates aéreos são impressionantes. Gravadas com câmeras de última geração, presas ao painel em frente aos atores, que ocupavam o banco de trás dos F/A-18F de dois lugares.
Na frente ia o piloto de verdade e, no assento de trás, o ator fazia o seu papel, atuando e se dirigindo nas cenas em pleno voo. Assim, em curvas apertadas em que os atores sofrem a chamada força g, a deformação nos rostos fica nítida, o que dá mais realismo às cenas.
A tensão entre Maverick e Rooster se dá tanto em terra quanto nos céus. Em combates aéreos simulados, no estilo dogfight, feitos repetidas vezes, Maverick “dá um couro” atrás do outro nos jovens pilotos.
Um épico reencontro
Em meio aos problemas de relacionamento e conflitos de geração com os aspirantes a ases, Maverick se encontra com Iceman, seu antigo rival na competição pelo troféu Top Gun em 1986.
Agora amigos e confidentes, os dois entregam um dos diálogos mais emocionantes do filme, com Iceman falando apenas uma única vez (o ator Val Kilmer perdeu sua voz devido a um câncer na garganta e teve sua voz recriada, no filme, por inteligência artificial).
Com o prazo para a missão correndo e poucos resultados, Maverick parte para abordagens didáticas menos tradicionais. Para estimular o trabalho em equipe, leva seus pupilos a um jogo de futebol americano na praia com ataque e defesa ao mesmo tempo.
Em um novo dia de combates simulados, Coyote quase se choca contra solo após um apagão devido à alta força g nas manobras e Phoenix e Bob são obrigados a ejetar do seu F/A-18F devido à entrada de uma ave na turbina esquerda, que derruba a aeronave.
Iceman acaba falecendo e Maverick é afastado como instrutor da equipe da missão. Contrariado, Maverick “pega emprestado” seu F/A-18, sem autorização, e mostra “no braço” que a missão pode ser executada.
O treinamento volta a ser coordenado por Maverick e, além do papel de instrutor, ele também irá participar da missão por decisão de Cyclone.

Missão dada é missão cumprida
A sequência final da missão é simplesmente espetacular. O briefing de Maverick selecionando a equipe que vai para a missão é tenso, como não poderia deixar de ser.
Phoenix e Bob vão no caça de dois lugares para “iluminar” o alvo para Maverick; Payback e Fanboy vão no outro caça biposto para “iluminar” o alvo para Rooster. Hangman fica na reserva, de prontidão no convés do porta-aviões para eventual cobertura.
Essa tarefa que Hangman recebe, parecendo menor, na verdade é de grande importância, tanto que Maverick teve o mesmo papel de ficar na cobertura da missão de 1986 ao cobrir Iceman, Slider e Hollywood, e Wolfman.
Vemos Maverick no hangar do porta-aviões, o elevador desce com dois F/A-18, o aviador observando o horizonte e a tensão que precede a missão.
O “bicho pega” na decolagem. Toneladas de tecnologia são catapultadas do convés do porta-aviões (o tranco no corpo de Tom Cruise é visível).
Os quatro caças (dois bipostos e dois monopostos) entram em formação cerrada, voando rente ao mar. Maverick dá OK para o ataque e uma chuva de mísseis Tomahawk passa sobre eles.
Esses mísseis de cruzeiro de longo alcance destroem boa parte da pista da base aérea inimiga, em princípio neutralizando a ameaça de outras aeronaves.
Os quatro caças alcançam o continente e seguem em baixa altitude, sobrevoando a calha de um rio cercada por um cânion, evitando, assim, serem detectados pelos radares do inimigo e as baterias de mísseis SAM logo acima deles.
A sequência de voo no cânion é linda, uma paisagem coberta de neve, caças voando próximos em fila indiana, com direito a passagem em ângulo por baixo de uma ponte em alta velocidade. Esse voo dentro da “trincheira” lembra Star Wars – Uma nova esperança (1977).
Alguém mais aí pegou a referência?


Missão ‘impossível’ faz lembrar ‘Star Wars – Uma nova esperança’ (Divulgação/Reprodução)
Os caças se aproximam do alvo em uma forte subida, fazem meio tunô, ficando temporariamente de cabeça para baixo (literalmente pendurados pelo cinto de segurança), contornam o topo da montanha com uma forte puxada do manche, apontam rapidamente a aeronave para baixo, recuperam com meio tunô e mergulham em direção ao alvo.
A primeira dupla de Super Hornets é formada por Phoenix e Bob num aparelho de dois lugares que “ilumina” o alvo para Maverick no F/A-18 de um assento que lidera a formação e efetua o disparo de duas bombas guiadas por laser. Na mosca!
A segunda dupla de Super Hornets, logo atrás, é formada por Payback e Fanboy no aparelho biposto e Rooster no monoposto. O biposto tem problema em iluminar o alvo e Rooster faz um disparo sem o engajamento do laser, só no instinto (ou seria usando a “força”, hein, padawan?).
E assim como em Star Wars o disparo é certeiro, destruindo a Estrela da Morte, digo, a usina de urânio. Ao saírem da zona do alvo, os F/A-18 sobem para sair na borda da montanha do outro lado e entram na altitude em que os radares inimigos os detectam.
Justiça poética para o F-14 Tomcat
Vários mísseis SAM começam a perseguir os Super Hornets. Usando de manobras evasivas e “iscas” de calor (flares) a maioria dos ataques são infrutíferos. No entanto, ao acabar com seu estoque de flares, Rooster está prestes a ser atingido.
Maverick, não se permitindo a vaga ideia de perder o filho de Goose em uma missão, coloca-se entre Rooster e a trajetória do míssil. Maverick é abatido e segue-se a ordem de Cyclone para os demais caças retornarem ao porta-aviões.
O protagonista acorda sobre a neve, com um helicóptero Mi-24 Hind o perseguindo. Sem muitas chances de escapar da ameaça, no último segundo o Mi-24 é abatido por Rooster. Mas essa corajosa manobra para salvar Maverick lhe custa ficar ao alcance dos SAM, que o derrubam.
Mav corre em direção ao paraquedas em trajetória descendente de Rooster, que conseguiu ejetar com sucesso. Cyclone não autoriza o resgate aos dois pilotos abatidos com a frase: “não vamos perder mais nenhum homem hoje”.
Maverick encontra Rooster em meio à floresta nevada. Sequência hilária do reencontro com um forte empurrão. Os dois seguem em direção à base aérea, que fora atacada no início da missão.
Em meio ao caos, Maverick vê um velho F-14 Tomcat que passou ileso ao ataque dos Tomahawk. Esse ponto é totalmente inesperado no filme. Afinal, quem diria que nossos heróis tentariam fugir pilotando um velho F-14? Genial!
Duelo de gerações entre caças
Os dois pilotos abatidos conseguem chegar ao Tomcat, realizam os procedimentos de ativação dos motores, Maverick assume o assento do piloto-comandante.

Rooster recolhe a escada de acesso à cabine, remove as travas dos mísseis, as escoras das rodas, sobe no F-14 pela cauda e chega ao assento do oficial de radar.
A dupla sai taxiando na maior cara de pau. A pista principal está destruída, então, no improviso, Maverick usa uma pista de acesso curta, mas aparentemente não danificada.
Maverick ativa a alavanca que estende as asas do Tomcat, trava as rodas e ativa os motores no máximo de potência com os pós-combustores totalmente abertos.
Ao soltar os freios, o tranco de aceleração não é nada delicado. A decolagem é tão apertada que perdem o trem de pouso do nariz no impacto com destroços da base.
Aceleram com as asas enflechadas, Rooster liga o transponder em seu traje, tenta ligar o rádio, mas não está muito familiarizado com o antiquado painel de comando do F-14.
Mav ainda larga uma pérola – “esse era o departamento do seu pai”. O comando no porta-aviões recebe o sinal de Rooster e observa que ele está se deslocando em velocidade supersônica.
Dois Su-57 vêm para interceptar o F-14. Sem comunicação por rádio, Maverick apenas diz a Rooster a frase dos pinguins de Madagascar: “sorria e acene”.

‘Top Gun: Maverick’ levou os filmes de combate aéreo para outro nível (Divulgação/Reprodução)
Um dos Su-57 assume posição de ataque, alinhando-se exatamente atrás do F-14. Rooster alerta Maverick que este entraria em combate caso ele não estivesse na cabine.
Maverick deixa seu instinto de piloto de caça falar mais alto e, numa curva fechada, ataca o Su-57 que estava ao seu lado, abatendo-o com rajadas do canhão rotativo de 20mm M-61 Vulcan de seis canos.
Aqui começa uma inusitada perseguição entre dois caças de gerações completamente diferentes. Os novíssimos caças de fabricação russa, Sukhoi Su-57 Felon de quinta geração, contra o Grumman F-14 Tomcat que entrou em serviço na marinha americana nos anos 1970.
Esse dogfight (em que um caça tenta “morder” a traseira do outro) em baixa altitude é de arrepiar. Maverick usa seu lema: “não pense, apenas faça”.

Numa belíssima manobra conhecida como crucifixo (ou “cobra de Pugachev”), Maverick empina o nariz do F-14 e faz com que o caça mude de ângulo, subindo rápido e deixando o Su-57 passar à frente.
Assim, o predador virou presa. Maverick dispara um míssil AIM-9 sidewinder guiado por calor, mas as manobras evasivas do Su-57 são impecáveis.
Maverick dispara outro míssil e novamente não logra sucesso, com o Su-57 realizando manobras de agilidade assombrosa, deixando Rooster perplexo, não acreditando no que seus olhos viam.
Maverick, então, usa o canhão de 20mm e consegue, finalmente, abater o segundo caça inimigo.
Sobre o oceano e sem saída
Já sobre o oceano e com sérias avarias, sem armas, sem iscas para enganar os mísseis do inimigo, surge um terceiro Su-57 vindo de frente em rota de colisão. Os dois caças se cruzam, o Su-57 vira rapidamente e vem perseguindo o F-14 por trás.
Com um Su-57 em na sua cola a única opção é acelerar o máximo possível. Com o F-14 em frangalhos, Maverick faz uma manobra de subida e ordena que Rooster ejete. No entanto, a alavanca de ejeção não responde.
Na mira do Su-57, com a certeza de que serão abatidos e irão os dois morrer, Maverick ainda pede perdão a Goose por não poder fazer mais nada para salvar Rooster.
O Su-57 dispara um míssil e, no mesmo instante, explode numa imensa bola de fogo junto com o míssil recém disparado. Não acreditando na sorte, Maverick e Rooster ouvem pelo rádio Hangman saindo com seu F/A-18E em meio à explosão do caça agressor.

‘Maverick’ é o filme de 2022 mais bem avaliado no Rotten Tomatoes, por crítica e público (Divulgação/Reprodução)
Pela simples alegria de estar vivo, Maverick faz sua clássica passagem rápida a baixa altitude, passando próximo da torre de comando do porta-aviões.
O F-14 está sem gancho e sem o trem de pouso do nariz, fazendo um pouso de emergência no porta-aviões. Maverick agradece a Rooster por ter salvado a sua vida e Rooster responde dizendo: “É o que o meu pai faria”.
De volta ao hangar do início do filme, vemos Maverick e Rooster trabalhando juntos no P-51. Vemos no armário fotos de Rooster com Maverick e, por fim, este leva Penny para dar umas voltas no seu P-51, momento em que ouvimos Hold My Hand, de Lady Gaga.

Voo bem-sucedido: o legado de Top Gun: Maverick
Top Gun: Maverick não decepciona. Quem foi ao cinema assistir com expectativa alta recebeu de volta tudinho o que esperava e se surpreendeu positivamente.
Esse não é mais um grande filme de ação estrelado por Tom Cruise. É o grande filme de ação estrelado por Tom Cruise. Além de ir muito bem nas bilheterias, o longa-metragem também foi bem de crítica.
Resumindo, Top Gun: Maverick é um excelente filme de ação. Não é um remake, é um filme novo! Nostálgico e inédito ao mesmo tempo. Sem dúvida, uma obra atualizada com sucesso.
Esqueça os motivos da missão e os ímpetos militares retratados por Hollywood. Deixe-se levar pela nostalgia na medida certa e pelas belíssimas cenas dos modernos aviões de caça em manobras de tirar o fôlego.
Deixe-se levar pela história de um piloto impulsivo, mas que aprendeu com os próprios erros. Que aprendeu sobre companheirismo, amizade e senso de dever.
Por fim, ponha o seu capacete, afivele bem o cinto e divirta-se assistindo várias e várias vezes a esse baita filme!
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