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Morre Glória Maria, ícone do jornalismo da TV brasileira

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Morre Glória Maria, ícone do jornalismo da TV brasileira

Morreu nesta quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro, a jornalista Glória Maria, um ícone do jornalismo da TV brasileira. Glória havia sido diagnosticada, em 2019, com um câncer de pulmão. Inicialmente, o tratamento com imunoterapia teve sucesso.

Porém, ela sofreu metástase no cérebro e, após cirurgias bem-sucedidas, as novas etapas de tratamento não avançaram. De acordo com comunicado da TV Globo, Glória faleceu nesta manhã, no Hospital Copa Star, na Zona Sul do Rio.

Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, Glória Maria Matta da Silva nasceu no Rio de Janeiro. Pioneira em diversos aspectos, ela foi a primeira, por exemplo, a entrar ao vivo no Jornal Nacional, inaugurando a era da alta definição da televisão brasileira.

Glória Maria entrevistando Mick Jagger em 1984 (Divulgação/Reprodução)

Glória Maria entrevistando Mick Jagger em 1984 (Divulgação/Reprodução)

Ao ingressar no ensino superior, Glória teve de conciliar os estudos na faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) com um emprego de telefonista da Embratel. Em 1970, por convite de uma amiga, passou a ser radioescuta da Globo do Rio.

Já a estreia como repórter foi em 1971, na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. Depois, a jornalista trabalhou no Jornal Hoje, no RJTV e no Bom Dia Rio. No Jornal Nacional, foi a primeira repórter a aparecer ao vivo.

Em 1977, ela foi a repórter que entrou no ar, ao vivo, na primeira matéria a cores do Jornal Nacional, para mostrar o movimento de saída de carros do Rio de Janeiro em um fim de semana.

A partir de 1986, Glória passou a fazer parte da equipe do Fantástico, programa do qual foi apresentadora de 1998 a 2007. Chamou a atenção pelas matérias especiais e viagens a lugares exóticos, bem como por entrevistar artistas como Harrison Ford, Nicole Kidman, Michael Jackson e Madonna.

Pioneira, Glória soma mais de 50 anos de jornalismo (Divulgação/Reprodução)

Pioneira, Glória soma mais de 50 anos de jornalismo (Divulgação/Reprodução)

Nessa época, ainda para o Fantástico, foram mais de uma centena de países visitados, passando por Europa, África e parte do Oriente.

A jornalista cobriu uma série de eventos históricos, dentre eles a Guerra das Malvinas (1982), a invasão da embaixada brasileira do Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998).

Em 2010, Glória passou a integrar a equipe do Globo Repórter, realizando uma série de matérias especiais a partir de então. De passeio com camelos no Oásis da Paz em Omã a matérias em Hong Kong, a jornalista voltou a marcar época.

Depois da aposentadoria de Sérgio Chapelin, em 2019, a apresentadora passou a dividir o programa com a jornalista Sandra Annenberg. Falecida aos 73 anos, Glória Maria deixa duas filhas, Laura e Maria. E um legado inesquecível na TV brasileira.

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