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3 anos atrás|
por
Redação
Morreu nesta terça-feira, 25, em Nova York, o cantor e ator Harry Belafonte. Chamado de ‘Rei do Calypso’, o artista tinha 96 anos e, de acordo com seu porta-voz Ken Sunshine, morreu de insuficiência cardíaca em casa. Belafonte é responsável por introduzir os ritmos caribenhos na música norte-americana.
Nascido Harold George Bellanfanti em Nova York, Estados Unidos, filho de mãe jamaicana e pai francês da Martinica, o grande intérprete de calipso – música afro-caribenha que surgiu em Trinidad e Tobago no século 19 – passou a maior parte de sua infância na Jamaica antes de retornar a Nova York.

Artista pioneiro, Harry Belafonte fez grande sucesso nos anos 1950 (Divulgação/Reprodução)
O terceiro álbum de Belafonte, intitulado Calypso (1956), foi o primeiro LP a vender mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos. A propósito, o calipso, misturado ao mento da Jamaica e ao jump blues dos Estados Unidos em meados dos anos 1950, influenciou no surgimento do ska, ritmo precursor do reggae.
No fim dos anos 1940, o cantor teve aulas de arte dramática junto com Marlon Brando, Tony Curtis e Sidney Poitier, enquanto trabalhava no teatro negro norte-americano. Anos depois, receberia prêmios por seu trabalho nos palcos da Broadway.

A canção ‘Day-O (The Banana Boat Song)’, de 1956, virou assinatura de Belafonte (Divulgação/Reprodução)
Fora dos palcos, Belafonte foi um dos responsáveis pela criação, nos anos 1980, do supergrupo USA for Africa, que lançou a canção We Are The World (1985), arrecadando U$ 1,985 bilhão para ajudar pessoas que sofriam de fome na Etiópia.
Artista pioneiro, seu maior sucesso foi a canção Day-O (The Banana Boat Song), do já citado álbum Calypso. Baseada em uma melodia popular jamaicana e composta por Belafonte em parceria com William Attaway e Lord Burgess, a música se tornou um enorme sucesso e virou assinatura do cantor.
The Banana Boat Song reverbera até hoje na cultura pop. Uma de suas mais memoráveis aparições se deu em Beetlejuice – Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988), dirigido por Tim Burton. Justamente em uma das sequências mais impagáveis do longa-metragem. Outra canção dele, Jump in the Line (Shake, Senora) (1961), também aparece na produção.
Para além do mundo artístico, Harry Belafonte foi um apoiador incansável do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos. Já por seu trabalho nas artes deixa um legado inestimável de pioneirismo na música.

Equipe oficial Coffee Breaking
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