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4 anos atrás|
por
Redação
Na expectativa da estreia do tão aguardado Top Gun: Maverick, continuação do sucesso Top Gun: Ases Indomáveis (Top Gun, 1986), preparamos uma Coffeelista com cinco filmes de combates aéreos em que foram usados aviões de caça reais (pelo menos em boa parte das cenas). Confira!
Em Top Gun: Ases Indomáveis (Top Gun, 1986), um piloto da Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy), de codinome Maverick (Tom Cruise), e seu RIO (Radar Intercept Officer), de codinome Goose (Anthony Edwards), são selecionados para a escola de pilotos de elite Top Gun em Miramar, na Califórnia.
Lá, a dupla terá instruções de combate aéreo com os melhores pilotos da Marinha do Tio Sam. O filme teve colaboração da U.S. Navy, que colheu bons frutos com isso, pois nas primeiras semanas de exibição do filme nas telonas o número de alistamentos aumentou, com uma galera querendo se tornar piloto de F-14.
Mas talvez o melhor de tudo é que no filme podemos apreciar combates simulados em escaramuças (dogfights) entre os Grumman F-14 Tomcat (tripulados pelos aspirantes a Ases) e os Douglas A-4 Skyhawk (pilotados pelos instrutores, fazendo o papel de caças aggressors), em belíssimas cenas com câmeras presas aos F-14 de verdade sobre o deserto de Nevada.
Naturalmente, a grande batalha aérea de Top Gun: Ases Indomáveis fica para o final do longa, com belas cenas de combate em que vemos disparos de mísseis e salvas de canhão de 20 mm sobre o oceano índico entre os F-14 e os Northrop F-5 Tiger II em pintura negra (no filme fazendo o papel de Mig-28 soviético – esta uma aeronave que nunca existiu).
Filme francês que prometia superar o clássico Top Gun, Os Cavaleiros do Ar (Les Chevaliers du Ciel, 2005) não chegou a ser tudo isso no cinema. Mesmo assim, não dá para deixar de ver os Dassault Mirage-2000 em belíssimas imagens e cenários de tirar o fôlego, voando com toda a elegância dos deltas franceses.
O filme se passa neste início de século 20, quando as guerras são mais “diluídas”, configurando-se em células terroristas dispersas (inclusive em células domésticas) com intrigas e conspirações entre governos e fabricantes de armas.
Aqui podemos apreciar os aviões Mirage em várias cenas de patrulha sobre o litoral francês e em exercícios de combate simulados. Se a obra não empolga tanto, recomendamos apreciar a cena de dogfight já no início do filme entre a dupla de Mirages da Força Aérea Francesa e o Mirage-2000 agressor numa belíssima pintura em preto e vermelho.

História de amor ambientada durante a Segunda Guerra Mundial, Pearl Harbor (Pearl Harbor, 2001) tem belas cenas de aviões reais da época. Temos dois cenários importantes da guerra.
O primeiro, na batalha da Grã-Bretanha, com os Supermarine Spitfire britânicos se engalfinhando com os Messerschmitt Bf-109 alemães diante das escarpas no litoral sul da Inglaterra.
Já o segundo nos mostra o ataque surpresa ao porto da Marinha norte-americana em Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941. Aqui podemos ver os caças Curtis P-40 Warhawk americanos contra-atacando os Mitsubishi A6M Zero japoneses.
Vale apreciar a qualidade das cenas com aeronaves da época em perfeito estado. Entre elas os torpedeiros japoneses Nakajima B5n “Kate”, além dos caças “Zeros”, P-40, BF-109 e Spitfires já mencionados.
Sim, no mesmo ano do lançamento de Top Gun temos mais um clássico da sessão da tarde, porém com um orçamento bem mais modesto. Trata-se de Águia de Aço (Iron Eagle, 1986).
No filme, um coronel, piloto da Força Aérea dos Estados Unidos cai em território inimigo (um país fictício no oriente médio), é aprisionado e condenado à forca. Seu filho, o adolescente Doug Masters (Jason Gedrick), com a ajuda de Charles “Chappy” Sinclair (o oscarizado Louis Gossett Jr.) entram em uma missão pra lá de audaciosa para resgatar o coronel.
O jovem Masters (até então um aspirante a piloto de caça), junto de seu novo amigo Chappy, pegam “emprestados” dois caças General Dynamics F-16 Fighting Falcon e partem para resgatar o coronel na marra. Nessa produção, foram usados caças IAI Kfir, da Força Aérea Israelense, para “interpretar” os antagonistas dos F-16 americanos.
Apesar dos erros de continuidade nas cenas dos caças, ora com uma configuração de armas ora com outra, um arsenal quase infinito e todo o tipo de exagero que só os anos 80 podem nos proporcionar, as cenas de voo dos F-16 e os dogfights com os Kfir garantem a diversão.

Em O Nimitz Volta ao Inferno ou ainda Nimitz: De Volta ao Inferno (The Final Countdown, 1980), graças ao fantástico mundo da ficção científica, que torna possível uma viagem no tempo pra lá de mal explicada, vemos um supernavio porta-aviões americano do início dos anos 80 (o USS Nimitz) de volta a 6 de dezembro de 1941, às vésperas do ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, no oceano Pacífico.
Pois é, os poderosos caças Grumman F-14 Tomcat já se exibiam nas telonas antes de Top Gun. Em O Nimitz Volta ao Inferno podemos apreciar várias aeronaves que operavam em grandes porta-aviões do Tio Sam no final da década de 70.
O grande dogfight, bastante inusitado, ocorre entre uma dupla de caças F-14 e uma dupla de Mitsubishi A6M Zero japoneses (na verdade dois North American T-6 Texan americanos “maquiados” como Zeros).
O filme tem belíssimas cenas dos F-14 em várias tomadas aéreas, filmadas de aeronaves de escolta ou de câmeras presas aos próprios Tomcat. Em 1979, ano em que foi filmado, os F-14A, do esquadrão VF-84 Jolly Rogers, ostentavam a belíssima pintura cinza-clara, com detalhes e a cauda em preto e, no centro dela, a caveira com ossos cruzados.
Para quem curte essas aeronaves em manobras aéreas ou o nunca banal frenesi de um convés de porta-aviões, esse filme vale a conferida.

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